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sábado, 7 de julho de 2012

Paciência

Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais.
Diz-se que dentre as sete virtudes, a mais difícil de desenvolver é a paciência, mas uma vez desenvolvida, esta traz inúmeros benefícios. É possível exercitar a paciência em diversas áreas, como por exemplo: No trânsito, na fila do banco, na convivência familiar, no trabalho, nos estudos, etc. Uma pessoa paciente sabe que é preciso praticá-la muito até alcançar um objetivo final desejado.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Decência


Decência, do latim decentia, é a qualidade daquele ou daquilo que é decente. Ela está em conformidade com o sistema de crenças de uma determinada cultura, e, portanto, seus padrões podem variar ao redor do mundo.
Muitos países possuem leis contra a falta de decência (indecência), as quais regulam certos atos sexuais e restringem a possibilidade de alguém mostrar certas partes do próprio corpo em público.Na interpretação do catolicismo, ser decente é equivalente a ser casto. A pureza sexual é apresentada por alguns teólogos como a própria defesa da vida humana. Segundo o padre Lord (1958: pp. 10-1), poderia-se fazer um silogismo a respeito disso:
"Creio no valor e na beleza da vida humana".
"Mas a vida humana pode segura e belamente entrar no mundo somente, quando vem de homens e mulheres cujos corpos e almas são sadios e puros".
"Portanto, a fim de assegurar o vigor e a pureza da futura vida humana, precisamos de uma raça atual uma raça de homens e mulheres que sejam sadios e puros".
Para tanto, conforme assinala o padre Lord, "a Igreja insiste em que o sexo deve ser salvaguardado e o exercício do sexo deve ser mantido belo, puro e dignificado" (1958: p. 18). Num contexto puramente católico, o sexo só deve ser utilizado para fins de procriação, de fomentação do amor e da compreensão mútua entre pessoas legalmente casadas, e o seu uso fora destes limites (para a obtenção exclusiva de prazer, por exemplo) não só configuraria um roubo da "recompensa da vida" (Lord, p. 23) que Deus daria aos seres humanos pelo fato de procriarem, mas poria em risco o próprio futuro da espécie humana. E, mesmo entre pessoas legalmente casadas, seria desonesto o uso do controle de natalidade por motivos similares.
Segundo Lord (1958: p. 30), fugir ao encargo de trazer ao mundo novos seres humanos de uma forma decente (conforme especificado acima), seria objeto da ira divina: "estes filhos e filhas, trapaceiros e desleais, ladrões e traiçoeiros, que usurpam os prazeres e fogem das responsabilidades, que desejam gozar a vida sem fomentar a vida — a estes, Deus os castiga com golpes terrificantes, com doenças, com vergonha, lágrimas pungentes, vidas estragadas".